Pastorais

Saúde da Igreja – Palavra Pastoral

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” (Mateus 16:18)


A igreja de Deus tem sido atacada com fúria pertinaz, desde sempre. Muitas artimanhas têm sido usadas contra a Igreja. Armas de grosso calibre têm sido empregadas para atingi-la e enfraquecê-la. Porém, quero aqui, destacar três ameaças perigosas que conspiram contra a igreja ainda hoje. Em primeiro lugar, o liberalismo teológico, que é filho do Racionalismo. O homem do topo de sua pretensa sabedoria colocou-se como juiz das Escrituras, e pôs sua razão acima da revelação. 
Assim, passaram a negar os milagres. Fizeram uma releitura da Bíblia e passaram a negar sua inerrância e infalibilidade. Trouxeram à baila aquilo que consideraram erros, contradições e impropriedades. O liberalismo, negando a inspiração das Escrituras, esvaziaram-na de seu sublime conteúdo. Negando sua origem divina, tiraram dela sua autoridade. Os teólogos liberais viram a Bíblia apenas como um livro comum, sujeito a erros e falhas. Por isso, o liberalismo tornou-se a maior ameaça à igreja. Ao entrar nos seminários teológicos, transformou a cátedra em laboratório de incredulidade e espalhou dali o veneno letal do ceticismo. 

Das cátedras esse veneno desceu aos púlpitos e dos púlpitos matou as igrejas. Não há antídoto para uma igreja que se capitula ao liberalismo. Onde ele chega, a igreja adoece e morre. Como a teologia é mãe da ética, onde o liberalismo avança, a ética cristã recua. Precisamos vigiar para que esse perigo tão devastador não nos fira de morte. É mister manter a sã doutrina! Em segundo lugar, o sincretismo religioso. Se o liberalismo teológico tira das Escrituras o que nelas estão, o sincretismo religioso acrescenta a elas o que não se pode a elas adicionar. O cânon das Escrituras está completo. As revelações cessaram. Não podemos nos desviar nem para a direita nem para a esquerda. É um insulto à Palavra de Deus introduzir novidades na pregação. 

É um sinal de clara apostasia as pessoas buscarem gurus espirituais para receberam deles novas revelações. É uma abominação para Deus criar rituais e cerimônias e introduzi-las no culto, como se Deus já não tivesse prescrito a forma como deve ser adorado. Hoje, multiplicam-se os falsos profetas, com falsos ensinos, realizando falsas cerimônias, com falsos rituais, enganando os incautos. Esses aventureiros da fé, pervertem o Evangelho, transtornam a igreja, fazendo dela uma empresa, do púlpito um balcão, do templo uma praça de negócios e dos crentes consumidores. O vetor que move esses atravessadores da fé é o lucro. São lobos vestidos com peles de ovelhas. São falsos pastores que exploram o rebanho em vez de apascentá-lo. 

Devemos nos acautelar para que essa ameaça tão devastadora não atinja a igreja! Em terceiro lugar, a ortodoxia morta. A ortodoxia é a doutrina certa e a doutrina certa é boa, necessária e insubstituível. Entretanto, a ortodoxia precisa vir acompanhada de vida piedosa. Não basta crer na verdade, é preciso viver a verdade. Não basta subscrever as doutrinas certas, é preciso deleitar-se nelas. Não basta ter luz na cabeça, é preciso ter fogo no coração. A ortodoxia morta é aquela que está desidratada e ossificada e, por isso, leva seus seguidores a perderem o entusiasmo. 

As pessoas professam conhecer a Deus, mas o negam com sua vida. São ortodoxas de cabeça, mas hereges de conduta. Há muitos crentes que detectam, com facilidade, a heresia nos outros, mas não enxergam a apatia espiritual em si mesmos. Como a igreja de Éfeso, defendem a sã doutrina, perseveram no sofrimento e até erguem o estandarte da ética cristã, mas já não desfrutam mais da alegria indizível e cheia de glória da comunhão com o seu Salvador. Muitas igrejas já abandonaram o seu primeiro amor. 

Colocaram a vida cristã no piloto automático e tudo passa a acontecer de forma mecânica e sem vigor. Essas pessoas não têm mais fervor. Não têm mais entusiasmo com as coisas de Deus. Oh, que Deus nos livre da ortodoxia morta! Que o nosso coração possa arder de amor por aquele que, sendo Deus se fez homem, sendo santo se fez pecado, para morrer por nós e nos dar vida plena, maiúscula, superlativa e eterna. (Pr. Hernandes Dias Lopes)


Boletim 04/09/16
Pr. Dário Rocha
 Semana vitoriosa a todos!
Igreja Batista Central do Jordão

Igreja Batista Central do Jordão

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